Filmado em vários países africanos como Moçambique, Angola, Uganda, Senegal, Camarões e África do Sul, este documentário, é uma fascinante viagem através de uma África devastada pela fome e pela SIDA.
Pequenas histórias que falam de crianças soldado, crianças acusadas de feitiçaria, de homens e mulheres que lutam contra a doença, a pobreza e a tragédia da emigração.
Catastroika, as consequências brutais da austeridade selvagem
Num momento em que as políticas de austeridade se comprovam como catastróficas, vale a pena ver Catastroika, filme dos mesmos autores de Dividocracia, agora no Youtube com legendas em português. O filme de Aris Chatzistefanou e Katerina Kitidi explica as motivações por trás das privatizações e as consequências brutais desta austeridade selvagem que, com a desculpa da dívida, traz apenas uma resposta - a subjugação e a miséria.
Catastroika denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em sectores como os transportes, a água ou a energia. Produzido através de contribuições do público, conta com o testemunho de nomes como Slavoj Žižek, Naomi Klein, Luis Sepúlveda, Ken Loach, Dean Baker e Aditya Chakrabortyy.
De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável. Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
As consequências mais devastadores registam-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate». Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia. O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.
Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemónico omnipresente nos media convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.
www.catastroika.com
O mundo está endividado. O mundo está em crise. Quer você se interesse ou não pelo assunto, isto já virou lugar comum. A novidade? A dívida não é conseqüência de um sistema econômico mal gerido, como o noticiário sugere. A dívida é a própria natureza do nosso sistema económico.
Excelente introdução ao sistema monetário em vigor em virtualmente todos os países, constituído pelos bancos centrais e pelo sistema bancário fraccionário. Este sistema, de concepção bastante frágil, está presente e entranhado na dia a dia e na vida das pessoas e no entanto passa despercebido a grande parte da população.
Vamos colocar de outra forma: você precisa de dinheiro e faz um empréstimo no banco. O banco, por sua vez, precisa de dinheiro e faz um empréstimo com o Banco Central. O BC precisa de mais dinheiro pra emprestar, e produz mais dinheiro, do nada, porque não exite mais lastro pra justificar a quantidade de dinheiro em circulação. E este dinheiro novo produzido vira um novo depósito que permite que os bancos emprestem mais dinheiro (em quantias maiores do que o depósito), esperando que em determinado momento ele reveja esta quantia original mais o que ele criou em cima para emprestar, através da cobrança de juros. E assim por diante.
Se a equação parece muito longa, há outra forma de entendê-la. De onde vem todo esse dinheiro emprestado? Aliás, como pode existir tanto dinheiro assim para ser emprestado? A resposta é: não existe. Se não houvesse dívida, não haveria dinheiro.
O conceito básico que quase todos ignoramos é que a economia capitalista prescinde que a dívida sempre seja maior do que a quantidade de dinheiro disponível. Para pagar-se uma dívida, é necessário produzir mais dinheiro, que vem em forma de empréstimo, com juros embutidos, e portanto gera mais dívida. Desde a abolição do lastro-ouro, dívida é dinheiro.
Se esta idéia parece difícil de ser assimilada, você não está só. Poucos sabem disto, embora todos sejamos afetados. Esta curta animação explica o beabá de maneira simples, profunda e fácil de entender, inclusive para que possa ser usada de forma educacional. www.moneyasdebt.net/
Vida e Dívida, documentário sobre como o FMI quis destruir a Jamaica.
Países arrasados pelos "ajustes estruturais" exigidos pelo FMI e Banco Mundial em troca de empréstimos não é novidade nenhuma. Até Portugal já conhece essa experiência. Jamaica é mais um país, que privatizou e abriu o seu mercado para receber uns míseros dólares. O prejuízo a curto prazo foi muito maior que o próprio empréstimo. A sua economia desmoronou.
O que torna este documentário imperdível é o facto de mostrar as táticas e manobras dessas duas instituições - que representam um grupo de banqueiros mundiais - para transformar esses países em lugares cada vez mais miseráveis, para assim levar seus recursos naturais. No caminho colocam os países num ciclo de empréstimo e pagamento de juros, que tende a se eternizar... Todas táticas denunciadas no livro "Confissões de um Assassino Econômico" de John Perkins. www.lifeanddebt.org
"É possível prever que, no futuro, as guerras não serão travadas pelo petróleo, mas por algo muito mais básico e necessário para a vida."
Este documentário mostra o que estamos a fazer à nossa água potável e o que faremos quando esta faltar. O desenvolvimento excessivo e desenfreado da agricultura, da construção e da indústria aumenta a procura da água potável, resultando na desertificação da Terra. Em todas as partes do mundo a água está a ser poluída, extraída e esgotada exponencialmente. "Ouro Azul" aborda ainda as actuais e as futuras guerras pela água, assim como o facto da falta de água em muitos países do mundo se dever à manipulação e corrupção por parte dos Governos, administrações locais e das corporações multinacionais da água.
Corporações que obrigam países em desenvolvimento a privatizarem o seu fornecimento de água potável em troca de lucro; investidores de Wall Street que apostam em esquemas de dessalinização e exportação de grandes quantidades de água; governos corruptos que utilizam a água para proveitos políticos e económicos - emerge um controlo militar da água, novos mapas geopolíticos e formas estruturais de poder, montando assim o palco para a guerra pela água no mundo. Na África, a nova face do Colonialismo vem sob a forma da Coca-Cola. "Vai-se a qualquer parte da África e é tudo água da Coca-Cola. Só se pode beber isso; não se pode beber a água da torneira e nem sequer se encontram purificadores de água. Somos escravos absolutos desta companhia!!!". "Neste país [Quénia] paga-se mais por esta água do que pela mesma quantidade de Coca-Cola". Preço da água "Dasani" 500ml - 45 xelins quenianos; preço da Coca-Cola500ml - 26 xelins quenianos.
No futuro assistir-se-á ao surgimento de um novo plano geopolítico no qual o mapa mundial será reescrito e redesenhado. As áreas mais ricas em água no mundo são o Brasil, o Canadá e a Rússia, por isso as grandes super-potências estão a começar a posicionar-se estrategicamente para assegurar as futuras fontes de água. A maior parte do Brasil está em cima de um dos maiores aquíferos do mundo - o Aquífero Guarani (Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina). No futuro esta vai ser uma das maiores fontes de água doce. "É inquestionável que esta parte do mundo será o «Médio Oriente» da Água no futuro". É talvez por isso que os EUA instalaram uma base militar localizada dentro da fronteira do Paraguai, visto que estão a ficar sem água, a qual se está a tornar prioridade da política externa dos EUA. O presidente George W. Bush comprou terras no Paraguai e especula-se que queira ter acesso ao Aquífero. Ao mesmo tempo descobriu-se que George Bush sénior já possuía lá 173 mil acres. Este é um bom exemplo que demonstra que a família petrolífera Bush está agora a mudar do Ouro Negro para o Ouro Azul.
Os custos ocultos da água:
5.2 milhões de litros de água por cada 340 kg de carne
1.8 milhões de litros de água por cada fardo de algodão
77510 litros por cada saca de 23 kg de arroz
30240 litros de água por cada 23 kg de trigo
120 litros de água por 12 rosas
107 litros por cada banana
99 litros de água por cada maçã
Isto significa que os países produtores, que muitas vezes não possuem muita água, estão a exportá-la para países da Europa e os EUA.
Inspirado no livro "Ouro Azul", de Maude Barlow e Tony Clarke, o filme venceu 6 prémios nos Festivais Internacionais em 2009, tendo sido premiado com o galardão de Melhor Documentário no Vancouver Internacional Film Festival, Melhor Documentário Ecológico noNewport Beach Film Festival, Melhor Documentário no European Independent Film Festival e no Beloit International Film Festival e Melhor Documentário de Ambiente no Tri-Media Film Festival e no Docufest Atlanta.
Ouro Azul: A Guerra Mundial pela Água (Blue Gold: World Water Wars) realizado por Sam Bozzo e produzido pela Purple Turtle Films. www.bluegold-worldwaterwars.com
Memórias do Saque, documentário sobre crise Argentina
Uma das economia mais prósperas e liberais do mundo, a Argentina esteve à beira da ruína nas últimas duas décadas. O filme mostra de que forma a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, de como o governo neoliberal de Menem conseguiu levar o país à bancarrota, privatizando tudo e servindo os interesses do FMI, Banco Mundial e OMC.
Mesmo amparada por governos democráticos após a ditadura terminada em 1983, o país enfrentou a corrupção, o desemprego e a pobreza. Este documentário analisa a crise argentina narrando estes eventos.
Genocídio Social, a Argentina passa da condição de país “de quase de 1º Mundo” para um país em que a maioria da população se torna miserável. Mortalidade infantil, desnutrição, abandono social total, endividamento externo fizeram a marca do que seria o “exemplo de neoliberalismo para o mundo”.
Fluxo: Por Amor à Água é um documentário que apresenta entrevistas com ativistas e cientistas sobre a problemática da Privatização da Água. O filme ganhou o Prémio do Grande Júri no Festival de Cinema de Mumbai Internacional e o Prémio do Júri para Melhor Documentário no Festival de Cinema das Nações Unidas.
O filme concentra-se no grande negócio de privatização da infra-estrutura de água que prioriza os lucros sobre a disponibilidade de água limpa para as pessoas e o meio ambiente.
As grandes empresas retratadas no filme são a Nestlé, a Coca-Cola, Suez e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
FLUXO lançou a campanha Direito à Água para adicionar um artigo 31º à Declaração Universal dos Direitos Humanos, Article31.org.
FLUXO foi lançado nos cinemas pela Labs Oscilloscope em Setembro de 2008.
Em 28 de julho de 2010, uma resolução foi apresentada pela Bolívia e co-patrocinada por 35 países, chamando a Assembleia Geral da ONU a reconhecer o direito à água. Apesar da oposição dos EUA, Reino Unido e seus aliados, a resolução foi aprovada com o apoio de 122 países, representando mais de 5 bilhões da população mundial.
Documentário de Jorge Costa, lançado a 25 de Abril de 2012.
Donos de Portugal é um documentário de Jorge Costa sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza. Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.
No momento em que a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui. Produzido para a RTP 2 no âmbito do Instituto de História Contemporânea, o filme tem montagem de Edgar Feldman e locução de Fernando Alves.
A estreia televisiva teve lugar na RTP2 a 25 de Abril de 2012. Desde esse momento, o documentário está disponível na íntegra em www.donosdeportugal.net.
Donos de Portugal é baseado no livro homónimo de Jorge Costa, Cecília Honório, Luís Fazenda, Francisco Louçã e Fernando Rosas, publicado em 2010 pelas edições Afrontamento e com mais de 12 mil exemplares vendidos.
Dividocracia, documentário grego sobre a crise financeira e o papel destruidor do FMI
Pela primeira vez na Grécia, um documentário produzido pelo público. "Dividocracia" procura as causas da crise da dívida e propõe soluções marginalizadas pelo governo e pelos meios de comunicação dominantes. O documentário é distribuído on-line sob licença creative commons desde 06 de abril de 2011, com legendas em seis idiomas. http://www.debtocracy.gr English Subtitles